Avançado do Bayern e médio do Barcelona foram eleitos os melhores do mundo numa cerimónia histórica em Londres, a primeira fora de Paris.
Harry Kane (Bayern de München) e Alexia Putellas (Barcelona) foram eleitos os melhores jogadores do mundo na 70.ª edição do Ballon d’Or, entregue esta segunda-feira no London Palladium Theatre, em Londres. A cerimónia, que começou às 20h00 em Portugal continental, foi a primeira realizada fora de Paris e serviu de homenagem a Stanley Matthews, o inglês que venceu a primeira edição, em 1956.

Fonte: Ballon d`Or
Durante décadas, o Ballon d’Or manteve-se como o maior prémio individual no mundo do futebol. Criado em 1956, homenageia os jogadores que definiram o jogo através do seu talento, caráter e conquistas em campo. O prémio avalia o desempenho entre agosto de 2025 e julho de 2026. O vencedor é escolhido por um júri de 100 jornalistas, um por cada país entre os 100 primeiros do ranking da FIFA, com base em três pilares essenciais, por ordem de importância: desempenho individual, conquistas da equipa e classe combinada com fair play. O prémio também valoriza o impacto que um jogador tem no sucesso da sua equipa.
A edição teve um número recorde de 30 nomeados. No masculino, destacavam-se Kane, Kylian Mbappé (Real Madrid), que se tornou o maior marcador de sempre dos Mundiais, e Lamine Yamal (Barcelona). O prémio foi para Kane, que fechou a época com três troféus pelo Bayern: a Bundesliga, a Taça e a Supertaça da Alemanha. O avançado inglês, de 33 anos, foi o melhor marcador do campeonato, com 36 golos, e somou 73 em 65 jogos entre Bayern e seleção inglesa.
No feminino, a grande novidade foi a ausência de Aitana Bonmatí, vencedora das últimas três edições. Com o caminho aberto, Alexia Putellas, a única antiga vencedora da lista, voltou a ganhar após os triunfos de 2021 e 2022. Marcou 20 golos em todas as competições e liderou o Barcelona na conquista da Liga F e da Liga dos Campeões. Conquista o terceiro Ballon d’Or da carreira, tendo, entretanto, deixado o Barcelona para jogar em Inglaterra, no London City Lionesses.
Entre os portugueses, Vitinha (14.º) e João Neves (19.º), bicampeões europeus pelo PSG, foram os mais bem classificados. Seguiram-se Nuno Mendes (23.º) e Bruno Fernandes (27.º), este último com o recorde de assistências da Premier League pelo Manchester United.
O Troféu Kopa, destinado ao melhor jovem, foi para Lamine Yamal, que aos 19 anos, venceu pela terceira vez consecutiva e dedicou a vitória ao colega Pau Cubarsí, afirmando que o merecia mais do que ele. No feminino, Vicky López (Barcelona) voltou a vencer, repetindo o triunfo do ano passado.
Paris Saint-Germain, foi eleito o melhor clube masculino, depois de conquistar pela segunda vez a Liga dos Campeões e a Ligue 1. No feminino, o Barcelona levou o prémio, depois de uma época marcada pelo título na Liga F e na Liga dos Campeões.
Em Londres foi noite de Barcelona: seis prémios, entre os de Alexia Putellas, Lamine Yamal, Vicky López, Cata Coll, Pere Romeu e o de melhor clube feminino. Do outro lado, Harry Kane juntou-se à lista dos melhores do mundo. Na primeira cerimónia fora de Paris, a Bola de Ouro provou que continua a reunir o melhor que o futebol tem para oferecer.
Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.
Fonte da imagem de capa: DAZN
Escrito por: Madalena Gonçalves
Editado por: Rodrigo Caeiro


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