Se a idade não me matar

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Se a idade não me matar,

sei que a nostalgia há-de cobrar.

Não vem de faca na mão,

vem disfarçada de recordação.

Entra devagar, sem bater

deita-se comigo ao anoitecer.

Traz o cheiro de um verão distante

e um riso que já não é constante.

Há dias em que o passado chama,

baixo, como quem ainda me ama.

Guardo versões antigas de mim

como cartas dobradas no fim.

Se a idade não me matar,

será este querer regressar.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Fonte da imagem de capa: Autoral

Escrito por: Carolina Viana

Editado por: Cristina Barradas

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