“Ajuda-me”

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Estender a mão nunca foi complicado,
mesmo que não parasse de tremer.
Encontrar palavras é muito fácil,
mas para mim mesma, é para esquecer.

A empatia é daquelas qualidades,
que sempre procurei oferecer.
Contudo, quando olho para mim,
porque se torna tão difícil de compreender?

Ajudar é algo que me satisfaz,
que me faz sentir completa, inteira.
Mas quando a pergunta é para mim,
eu respondo com uma simples brincadeira.

E o que acontece quando a brincadeira deixa de ser suficiente?

Quando o quarto escurece,
e na sua frieza se instala a solidão.
Aquela angústia tão gélida,
toma conta de mim, sem pedir permissão.

Silêncio, raiva, dúvidas, crises.

Era tudo tão mais fácil,
se tudo pudesse parar.
Se, por um breve instante,
eu soubesse me explicar.

Mas a vida é tão curta,
tão bela, tão sensacional.
Hei de perder tudo à minha volta,
por uma ação irracional?

Então com um simples ato,
duas palavras tão inocentes.
Ergo-me da minha vergonha,
e deixo cair as barreiras resistentes.

Até porque, no fim das contas,
só melhoramos se tentarmos,
Se fizermos frente a quem sempre fomos,
e aos nossos medos ganharmos.

Tanto tempo entre barreiras,
barreiras estas criadas por mim.
E finalmente pronuncio
o que tanto guardei para mim.

Ajuda-me

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Fonte da imagem de capa: Autora

Escrito por: Soraia Amaral

Editado por: Nikola Milosev

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