Festival da Canção 2025: Finalistas Decididos

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Estão decididos os 12 finalistas do Festival da Canção 2025. A segunda semifinal apurou mais seis. Bombazine, Diana Vilarinho, Emmy Curl, Fernando Daniel, Napa e Henka juntam-se aos apurados da semana passada, Bluay, Josh, Jéssica Pina, Marco Rodrigues, Margarida Campelo e Peculiar.

No programa 1 de março ficámos a conhecer as atuações da segunda leva de artistas. Competem por um voo para Basileia, na Suíça. Em causa, representar a RTP e Portugal na 69ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em maio, na cidade helvética.

Dos finalistas, Henka teve de esperar mais tempo para saber se tinha de ficar mais dias em Lisboa. A cantora, natural do Porto, que vive atualmente em Londres, foi apurada na segunda ronda de votação. A peculiaridade é que, a esta altura, a votação era exclusiva do público. Contrasta com os 50/50 entre júri e público da primeira ronda.

Fernando Daniel, com a canção “Medo”, tem a interpretação mais vista desta segunda semifinal. Segue-se a de Henka. Interpreta “I Wanna Destroy You”.  Os números são do canal de youtube oficial do Festival da Canção consultados a 2 de março, às 18 horas.

Estes artistas deram uma conferência de imprensa antes do espetáculo. Responderam a algumas perguntas do desacordo:

O que é que estavas a escrever durante a tua performance? (risos na sala)

Fernando Daniel: A este ponto, eu já escrevi muita coisa, escrevo sempre coisas diferentes. Comecei por perceber que nós homens temos um problema. Nós não conseguimos fazer duas coisas ao mesmo tempo (risos na sala). Então, o que é que eu estava a fazer, pura e simplesmente, eu não quero de todo que isto soe presunçoso, estou a dar autógrafos (risos na sala). No primeiro ensaio comecei por escrever o que estava a cantar, mas depois começo-me a perder na afinação, começo-me a perder no que tenho efetivamente de fazer, então pronto. Às vezes nos concertos é normal, em momentos em que não existe tanto tempo para estar com as pessoas ou que existe um concerto a seguir, ou temos de sair de viagem para outro concerto, já estou um bocado mecânico naquelas questões de, estou a falar com alguém e – estou a ouvir a pessoa, atenção, – estou a conversar com a pessoa e vou assinando ao mesmo tempo e como já está uma coisa tão automática, não tenho de estar a pensar. Escrevi várias vezes a minha assinatura, não é poético, eu sei. Peço desculpa (risos na sala).

Porquê Bombazine e não, por exemplo, veludo, seda… (risos na sala)?

Bombazine: É velha, a história, sim. Este nome surgiu um bocado no desespero (risos na sala). Nós tínhamos o nosso primeiro EP já gravado em janeiro de 2023 e não tínhamos nome. O EP acabou por ser lançado em abril desse ano, mas já estávamos numa de, “epá, vamos começar aqui a fazer isto, numa lógica de não oposição, ou seja vocês mandam um nome e se ninguém se opuser”… E então estávamos num retiro musical e um de nós olhou para um casaco que o Manel tinha, que era de bombazine  e epá olha está fechado.

Já estávamos esgotados foi o desespero (risos na sala).

Qual é que é a primeira coisa que vos passa pela cabeça quando vocês acabam de atuar?

HENKA: Ai que alívio (risos na sala). acabou, acabou! (risos na sala).

Napa: Depende da atuação, mas por exemplo aqui nestes ensaios acho que é o misto de bora correu bem rapazes, vamos, andor e também bora já correr lá para trás também para ver como foi, para perceber as coisas, acho que é um misto destas duas.

Diana: Eu acho que é por aí também, o que eu sinto é que “ok, está feito”, nem percebo bem o que é que aconteceu, deixem-me ir ver, só para ter uma noção de o que é que acabou de acontecer!

Se a vossa música fosse um doce tradicional madeirense, qual seria? – Napa

Baterista: Pá, poncha não é doce (risos). É um bolo de mel.

Vocalista: É um bolo de mel sim.

Baterista: Que lembra a casa, que lembra amassar as coisas, que lembra cortar com a mão.

Vocalista: Sim, é experimentar.

Baterista: Sim, é preciso experimentar, é uma coisa que dá trabalho, mas que depois no fim sabe bem.

A final do Festival da Canção está marcada para dia 8 de março, sábado. A canção vencedora irá representar o país na Eurovisão. Será a 56ª participação portuguesa.

Filomena Cautela e Vasco Palmeirim estão a cargo da apresentação da final portuguesa. Alexandre Guimarães continuará na green room. Conta com o reforço de Catarina Maia para a final. Wandson Lisboa mantém-se a dar a cara pelas redes sociais do Festival.

Iolanda foi a vencedora do ano passado. Na Eurovisão, em Malmö, conseguiu o 10º lugar. A cantora que estudou ciências da comunicação no ISCSP integrou o júri das semifinais do Festival português, este ano. Espera agora por passar o troféu a um dos 12 finalistas, a 8 de março.

A Eurovisão acontece nos dias 13, 15 e 17 de maio. Conta com duas Semifinais e uma Grande Final. 37 países competem pelo microfone de cristal dado ao vencedor. Com a vitória da Suíça o ano passado em que Nemo interpretou “The Code”, o Festival internacional ruma a um país em que já não passava desde 1989.

Escrito por: José Pereira, Sofia Isidoro

Editado por: Matilde Bruno

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