O teatro municipal Joaquim Benite, em Almada, recebeu o teatro do Bolhão para uma apresentação da adaptação da novela do séc. XIX, “Amor de Perdição”. Foi na sexta-feira, dia 13 de março, que o Jornal desacordo teve o gosto de poder cobrir esta representação de uma das maiores obras da literatura portuguesa.
No dia 13 de março, a equipa do teatro do Bolhão veio, a Almada, apresentar uma adaptação da novela de Camilo Castelo Branco, “Amor de Perdição”. Um romance que nos dá a conhecer as intrigas em que dois jovens – Simão Botelho e Teresa de Albuquerque -, se metem, devido ao amor que sentem um pelo outro, mas que não é aprovado pelas suas famílias. Esta história, que comoveu os corações de senhoras e senhores do séc. XIX, veio agora ser, mais uma vez, adaptada para os palcos.
O romance, que ocorre no início do séc. XIX, tem uma influência romântica clara, com o herói romântico, como Simão, e a sua amada, Teresa.
Simão é um jovem de 18 anos, estudante da Universidade de Coimbra e conhecido como sendo um rebelde e contestador das normas sociais da época, muitas vezes destilando a sua frustração através do uso da força. Já Teresa, filha de Tadeu de Albuquerque e vizinha da família de Simão, é uma rapariga nova de 16 anos, letrada.
No decorrer da história, estes dois jovens apaixonam-se e, aí, começa a intriga principal da novela. Em primeiro lugar, porque as suas famílias são rivais, em segundo porque Simão, de acordo com pai de Teresa, “não é flor que se cheire”.
Com encenação de Maria João Vicente, a adaptação da obra, por parte de Constança Carvalho Homem, ganhou vida graças à interpretação dos atores Anabela Sousa, Bernardo Gavina, João Cravo Cardoso, Leonor Reis, Pedro Couto, Rita Reis, Mariana Sevila, Matilde Cancelliere e Vicente Gil, e ao trabalho de toda a equipa técnica.
Nesta adaptação, apesar do diálogo entre personagens, a maior parte da história é narrada ao público, criando assim uma maior percepção da profundidade da história. Também o minimalismo do palco ajuda a que o público se foque, diretamente, na história e nas emoções transmitidas pelos atores.
Assim se passam 90 minutos enriquecedores e emocionantes, perfeitos para uma noite cultural longe de aborrecida.
Este artigo de opinião é da pura responsabilidade do autor, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados
Fonte da imagem da capa: Teatro Municipal Joaquim Benite
Escrito por: Diogo Apóstolo
Editado por: Cristina Barradas


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