Nunca mais é promessa tardia,
mas que vai sempre a tempo.
Nasce do fumo e das cinzas
que só terão deixado sentimento.
As idas sem regresso,
o entusiasmo da viagem.
Era um destino negro
que nem necessitava de bagagem.
Cada nome esquecido
pesa mais do que o silêncio.
Foi uma geração inteira
governada pela violência.
Não eram números, eram nomes.
Eram filhos e pais.
Tinham futuros brilhantes,
que não poderão concluir, jamais.
Lembrar dói,
mas esquecer mata outra vez.
Temos que enfrentar estas ideologias,
E vencê-las, desta vez.
Nunca mais não é passado – é vigilância.
É a escolha de os olhos abrir.
A afronta à nossa liberdade,
é motivo para lutar e resistir.
Porque o ódio não começa em campos,
começa quando ninguém vê.
O retrocesso que nos toma,
apenas me faz questionar: porquê?
Dia 27 de Janeiro,
faz chuva e faz vento.
Relembramos o Holocausto
para que ele não caia em esquecimento.
Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.
Fonte da Imagem da Capa: Jornal do Algarve
Escrito por: Soraia Amaral
Editado por: Maria Francisca Salgueiro


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