Dão-se por terminadas as Eleições Presidenciais de 2026, na sua primeira volta. Como resultado, temos António José Seguro e André Ventura a disputar a vitória nesta corrida a Belém, em segunda volta. Mas, democraticamente falando, que impactos terão estes resultados nos portugueses?
A Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral terá finalizado o resultado das Eleições Presidenciais, posicionado Luís Marques Mendes em quinto lugar, com 11.31% dos votos, Henrique Gouveia e Melo em quarto lugar, com 12.33% dos votos, João Cotrim de Figueiredo em terceiro lugar, com 15.99% dos votos, André Ventura em segundo lugar com 23.50% dos votos e António José Seguro em primeiro lugar, com 31.13% dos votos. Assim sendo, estes dois últimos candidatos terão sido “qualificados” para a segunda volta, em que o candidato com maioria absoluta será o grande “vencedor na corrida a Belém”.
Estas eleições têm sido, de facto, uma autêntica maratona. Uma maratona em que, infelizmente, a democracia nem sempre foi a característica principal a avaliar e a ter em conta.
Portugal demonstra uma grande dificuldade em distinguir o estado do mundo e do próprio país a nível político, da preferência partidária que tem e do seu interesse próprio.
O país está tão em baixo que certos votos, para quem quer que sejam, são por cansaço, falta de conhecimento, falta de vontade e revolta. Revolta com o que todos devemos reconhecer neste país: a desgraça, a pobreza, o trabalho mal reconhecido e a desordem.
Infelizmente, esta segunda volta será marcada por “não querer A”, ou “preferir B a A”, ou até mesmo “estar farto de B”. É triste ver uma decisão tão importante, tão de alto nível e tão glorificante, ser tratada como uma mera preferência ou “melhor opção”.
O voto foi conquistado pelo nosso povo no passado. O mesmo povo que sujou as mãos por nós, que se atirou às balas por nós e que sacrificou a sua segurança individual por nós. Hoje, não fazemos nada parecido por eles. Apelo a um maior reconhecimento por eles.
E agora, nesta segunda volta das Eleições Presidenciais de 2026, apelo ao voto de todos. Não, leitor, este não foi um artigo de ataque partidário. Não foi um apelo ao voto a X candidato. Não foi uma chacota de X ideologia. Foi sim, um desabafo do estado em que Portugal se encontra, e no que se baseiam as decisões da sua democracia, pondo-a todos os dias em causa e, por consequência, a nossa liberdade como cidadãos.
Votem, pois votar não só é um direito que exercemos como os seres humanos que somos. É também um dever que nos cabe como os cidadãos que nos tornamos.
Um povo que não reconhece e confronta o seu passado está condenado a revivê-lo
Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.
Fonte da Imagem da Capa: Instagram do Jornal Expresso
Escrito por: Soraia Amaral
Editado por: Íngride Pais


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