Tron: Ares – A volta de um mundo além da tela

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Após quinze anos, o universo de Tron finalmente retorna aos cinemas. Muitos fãs já haviam perdido a esperança de um novo capítulo, depois de o projeto ser congelado, passar por trocas de diretores, greves e incontáveis atrasos. Mas o impossível aconteceu: Tron: Ares chegou! E o Jornal desacordo esteve presente no visionamento de imprensa.

Para a felicidade dos amantes da franquia, Tron está de volta, agora acompanhando novos personagens, embora sem apagar a presença da Família Flynn. Kevin e Sam Flynn ainda existem no universo da série, mesmo que não sejam mais o centro da trama.

O novo filme mantém o visual inconfundível da franquia, os neons pulsantes, o mundo digital da Grid e, claro, as clássicas light cycles. A direção expande a estética de Tron: Legacy (2010), trazendo desenvolvimentos tecnológicos e visuais impressionantes, sem perder a alma do original.

Desta vez, o foco se inverte, enquanto os filmes anteriores exploravam o interior da Grid, Tron: Ares apresenta a ideia de trazer a Grid para o mundo real, por meio da busca pelo chamado “código de permanência”. É nessa jornada que conhecemos Ares, um programa criado para proteger a força e a ordem dentro do mundo digital. Seu nome, inspirado no deus da guerra, reflete a brutalidade e a força que o personagem carrega.

Ao lado dele surge Athena, referência à deusa da guerra estratégica. Juntos, eles representam a dualidade entre razão e emoção, obediência e liberdade. Ares, ao cruzar com mundo humano, descobre algo que nenhum programa deveria compreender: o que é viver e até sentir a chuva no rosto.

Fonte: YouTube

Mais do que uma aventura visual, Tron: Ares traz uma reflexão atual e necessária. O filme questiona: devemos temer a tecnologia ou quem a controla? Em tempos de avanço da Inteligência Artificial, a narrativa de Tron lembra que o perigo não está na criação, mas no criador. A I.A. não é a vilã, o verdadeiro conflito está nos humanos que a moldam segundo seus interesses.

Assim, o novo capítulo da saga transforma o que antes era pura ficção científica em uma metáfora sobre o nosso próprio presente. O conceito de um programa que atravessa o limite entre o digital e o físico ainda soa como fantasia, mas as lições que o filme traz são cada vez mais reais.

Se ficaste curioso, corre ao cinema e mergulha novamente na Grid!

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Nota: a autora escreve em português do Brasil.

Fonte da imagem de capa: El Hombre

Escrito por: Ana Panz

Editado por: Rodrigo Caeiro

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