The Lumineers- Um concerto de alma e coração

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O Jornal desacordo esteve presente no concerto dos The Lumineers, dia 2 de maio, no MEO Arena. A banda norte-americana não vinha a Portugal há 6 anos, mas cada segundo de espera valeu a pena: The Lumineers deram-nos o seu coração, e encheram-nos a alma.

Jeremiah Fraites e Wesley Schultz, The Lumineers;
Fonte: House of Fun, https://houseoffun.pt/concertos/the-lumineers-portugal-2025

Eram 19:30, os lugares dos balcões do MEO Arena iam sendo timidamente preenchidos, e a plateia em pé ia-se aproximando cada vez mais do palco. Até que, às 19:45, Michael Marcagi abriu o espetáculo. O compositor e cantor é a abertura da tour europeia dos The Lumineers, e fez questão de cantar alguns dos seus maiores sucessos, inclusive a música “Scared to Start”, a sua obra mais ouvida no Spotify.

A sua atuação durou cerca de uma hora, e foi intimista e sentimental. Soube a abraço depois de longas semanas longe de casa.

Fonte: Teresa Veiga

Depois, às 21:00, os The Lumineers entraram no palco, e um público entusiasmado e emotivo aplaudiu como se a sua vida dependesse disso.

Fonte: Teresa Veiga

A banda norte-americana apresentou todos os temas do seu novo álbum: Automatic, lançado a 14 de fevereiro deste ano.

Apesar do álbum ter apenas 3 meses de vida, este pormenor não impediu o público de saber todas as letras de cor. Desde a música mais conhecida, “Same Old Song”, que já tem mais de 20 milhões de reproduções no Spotify, até “Better Day”, com 2 milhões de reproduções.

Mesmo que o foco desta tour tenham sido as músicas mais recentes, The Lumineers não puderam deixar de apresentar as suas músicas mais antigas, conhecidas por todos.

Os álbuns “The Lumineers” e “Cleopatra”, recheados de músicas nostálgicas que dominavam a rádio em 2012 e 2016, correspondentemente, foram um sucesso entre a plateia. Um coro de vozes ecoou pelo Meo Arena cantando obras como “Ho Hey!”, “Cleopatra”, “Sleep on The Floor” e “Ophelia”.

A uma dada altura do concerto, depois de terem já tocado uma boa quantidade de músicas, Wesley Schultz dedicou uma mensagem ao seu colega e amigo, Jeremiah Fraites, multi-insrumentista, e compositor da banda.

Wesley recordou que já faz música com Jeremiah há 20 anos e que, ao longo desses anos, apercebeu-se que “as melhores canções são escritas quando colocamos o nosso ego de lado, e admitimos que precisamos uns dos outros”.

E este é o espírito de The Lumineers: um espírito de união, de empatia, de amizade, e de paixão pela música.

Desde a voz de Wesley, idêntica à versão de estúdio, e que não desapontou em nenhum momento, até a Stelth Ulvang – pianista da banda nesta tour que tocou e dançou descalço o concerto inteiro, deixando a música apoderar-se de todo o seu corpo – este foi um concerto mágico, onde a música foi a personagem principal.

Pode até dizer-se que foi um concerto de alma e coração.

Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.

Escrito por: Teresa Veiga

Editado por: Matilde Bruno

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