Depois de receber um Óscar de Melhor Filme de Animação, Flow- À Deriva, está em cartaz há oito semanas consecutivas. O filme é distribuido pela Films4You e acompanha a jornada de um gato, um cão, uma capivara, um lémure e um secretário (não uma pessoa, é uma ave de rapina) que tentam sobreviver às cheias que tomaram conta da cidade. O Jornal desacordo esteve presente na antestreia.

Neste caso, para além de ser uma produção independente, é ainda feita na sua totalidade por um software gratuito de 3D: o Blender. Ou seja, qualquer pessoa poderia fazer um filme destes na sua casa.
Outro aspeto que salta à vista é que o filme não tem absolutamente nenhum diálogo. É certo que também não existem humanos mas, por norma, estamos habituados a ver os animais falar nas animações. Bem, não é caso. Ninguém fala mas, ao mesmo tempo, conseguimos entender tudo o que é dito no silêncio. Acabam por se comportar como humanos, com medos e frustrações, mas acabam por apresentar também os seus instintos animais.
Esta é a prova de que às vezes, o silêncio também pode falar, por vezes, ainda mais alto que muitas vozes. O próprio filme acaba por passar uma mensagem, silenciosa, mas quase gritante, sobre entreajuda, mundanças climáticas e como estas estão intimamente ligadas.
É um filme com bastantes peripécias mas, ao mesmo tempo, relaxante e calmo. Um plano perfeito para um fim de tarde depois de um dia inteiro a pensar nas avaliações e nos trabalhos. É deixar as preocupações de lado e tirar uma hora e vinte e cinco minutos para ir ao cinema ver bichinhos fofinhos.
Vê abaixo em que salas de cinema podes ver este filme:
Este artigo de opinião é da pura responsabilidade da autora, não representando as posições do desacordo ou dos seus afiliados.
Escrito por: Marta Ricardo
Editado por: Matilde Bruno


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