A Ciência do Ouvir
Vulnerabilidade como ato de coragem,
Dar a mão a quem se sente invisível
Diz-se que a alma não é ciência
Pois não habita no corpo tangível.
Quando o silêncio se apodera
E o nó na garganta se contorce,
Há quem devolva o desejo de sentir
Pela Ciência do Ouvir.
À primeira estranha-se,
Uma tempestade sem horizonte
A milhas da costa, sem saber remar por onde.
Teme-se o eco das palavras Que despem a mente ao consentir Mas é no naufrágio do sentimento Que se aprende a emergir.
Dos pedaços ao renascer, O peso alívia e o nó desenlaça ganha-se a vontade de viver Assim como o mundo, a sua graça.
Quem salva o tangível é heróico, Mas quem salva mentes é magia E na escuta do silêncio há cura, A Ciência do Ouvir, a Psicologia.
Escrito por: Madalena Cardoso Editado por: Marta Ricardo
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