
O Ministério de Unificação sul-coreano informou que vai abrir um museu na sua capital, Seul, com o intuito de consciencializar as pessoas acerca da violação dos direitos humanos na Coreia do Norte.
A inauguração do museu está prevista para 2019 e, através de documentos e fotografias, pretende apresentar diferentes testemunhos e casos de violação dos direitos fundamentais por parte do regime da família Kim nas últimas décadas.
Conforme foi explicado à agência Yonhap por um porta-voz da Unificação, a documentação em exposição irá incluir relatos das experiências vividas por diversos desertores antes de abandonarem a Coreia do Norte.
A violação sistemática dos direitos humanos no país está presente num relatório da Comissão de Investigação da ONU publicado em 2014, elaborado com base nos testemunhos de 240 pessoas – entre os quais 80 sobreviventes dos campos de trabalho denominados kwanliso.
Neste relatório são denunciados inúmeros crimes contra a humanidade, tais como extermínio, homicídio, escravatura, desaparecimentos, execuções sumárias, torturas, violência sexual, abortos forçados, privação de alimentos, deslocamento forçado de populações e perseguições por motivos políticos, religiosos ou de género.
O projeto da criação do museu foi desenvolvido pelo Ministério da Unificação após a aprovação de uma legislação no ano passado, que estabeleceu a criação de uma agência do governo sul-coreano para investigar e documentar as questões relativas aos direitos humanos na Coreia do Norte.
Escrito por: Vanessa Palma
Editado por: Adriana Pedro


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