“A Suécia ambiciona ser o primeiro país do mundo a não usufruir dos combustíveis fósseis”. Quem o disse foi o Primeiro Ministro sueco, Stefan Löfven, num discurso à Assembleia Geral das Nações Unidas.

Um país desenvolvido e industrializado como a Suécia a ter de se comprometer a parar de utilizar combustíveis fósseis por completo, poderia parecer impossível. No entanto, o Governo anunciou que, no orçamento de Outono, iriam constar 4.5 biliões de kronor (aproximadamente 396 milhões de euros), destinados a investimentos “green”, como painéis solares, aerogeradores e sistemas de retenção de energia. Para além deste valor, seriam investidos 4.4 milhões de euros em investigação para o armazenamento de energia e 89 milhões de euros para tornar os edifícios residenciais mais eficientes em termos energéticos.
Entre 2013-2014, a Suécia era a que mais produzia energias renováveis. 51,1% da energia produzida pelo país sueco provinha destas fontes, conforme comprova o gráfico do jornal britânico The Independent.

A Suécia investiu 55 milhões de euros na energia eólica nos países em desenvolvimento, na tentativa de alertar para o impacto destas energias antes da Conferência de Paris, relativa às alterações climáticas, em dezembro.
Os países nórdicos já lideram no uso de energias renováveis. Em Julho deste ano, 140% da energia da Dinamarca teve origem eólica, o que levou à sua exportação para países como a Alemanha e a Noruega. A Islândia é um outro exemplo de um país que tem como principal fonte de energia a renovável, atingindo quase 100%. O país aposta fortemente nas energias geotérmicas e hidroelétricas.



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